Vila Cova, 6 Junho de 2009
Caros Senhores
Já não é novidade para ninguém que nosso planeta esta poluído, mas, poucos são aqueles que o tentam melhorar. Cabe a nos cidadãos fazer um mundo melhor.
Os carros são uma grande fonte emissora de poluição, e ninguém deixa de andar de carro, pois é quase impossível, mas existe os transportes públicos. As fábricas poluem mas precisamos das matérias que elas nos dão. A poluição pode ser reduzida mas não evitada.
Peço-vos em nome do planeta, que nas vossas vidas esteja em primeiro lugar a reciclagem e a diminuição de poluição, pois é neste planeta que vai viver os vossos descendentes.
Com os melhores cumprimentos
Eram 15:30, tudo ocorria normalmente.
Quando, o mais inesperado aconteceu.
Uma forte explosão, derrubou a parte mais importante da escola, o executivo, todos os arquivos desapareceram à velocidade da luz.
Os alunos não tinham hipótese de fugir
Apareceram todas as corporações de bombeiros do norte de Portugal, não só com o objectivo de apagar as chamas, mas sim de salvar vidas. Toda a escola rodeada de chamas.
O pânico conquistou os alunos.
Três horas depois as pessoas estavam todas salvas, algumas com lesões, mas nenhum gravemente ferido.
Os hospitais próximos ficaram totalmente lotados, os alunos inalaram muito fumo, todos eles precisaram de cuidados médicos.
Uma semana depois começaram as investigações.
Os detectives puseram a hipótese que a explosão foi provocada por mão humana, começaram os rumores, quem seria?
Um novo aparato se formou mas agora de polícias.
As investigações prolongaram-se, ninguém sabia o que teria originado tal drama, os detectives passaram dias e dias a investigar o local, mas, sem qualquer sinal.
Ainda hoje se investiga, mas todas as pistas são insuficientes.
Desanimado navegamos pelo extenso oceano. Pelo infinito oceano. Estávamos de rastos, sem esperança, quase vencidos pela morte. Uns limpando o convés, outros recuperando forças deitados na proa do barco a olharem o céu. Esperando a ajuda divina.
Subitamente a Índia nasce sobre os nossos olhos. Tudo era magnífico. Aves de todas as cores e tamanhos cantando, plantas com cheiros exóticos que se misturavam com o cheiro das especiarias. Atraídos por toda a beleza, dirigimo-nos para Calecut onde éramos abraçados, beijados pelo povo indiano. Não tardou que o rei soubesse das novidades. Prepararam-se os banquetes, comemorações, tudo o que era necessário para uma grandiosa festa, onde fomos honrados como o merecíamos.
Depois de toda a euforia fomos para a floresta apreciar a fauna e flora. Passeamos pelas areias brancas da costa indiana. Fizemos amizades. Conhecemos um novo mundo. Que ficará nas nossas memorias para sempre.
Luis Vaz de Camões, descendente de uma família de Chaves, apesar de não existir algum documento que comprove a data do seu nascimento e o local, pensa se que terá nascido em Lisboa por volta de 1524. Viveu algum tempo em Coimbra onde terá frequentado aulas de Humanidades no Mosteiro de Santa Cruz onde tinha um tio padre. Regressou a Lisboa, onde levou uma vida de boémia.
Perdeu o olho direito nas guerras pela conquista de Ceuta, em África. Depois seguiu para a Índia. Fixou se na cidade de Goa onde terá escrito grande parte da sua obra. Camões, na sua obra lírica reconstituiu cenas e quadros
da vida popular da época, apresentando muitas vezes uma visão crítica da existência humana, sendo este o ponto alto da sua obra.
Regressou a Lisboa em 1569, pobre e doente, conseguindo publicar "Os Lusíadas" em 1572 graças à influência de alguns amigos junto do rei D. Sebastião. "Os Lusíadas", é uma epopeia que narra e glorifica os feitos heróicos portugueses. Pela grandeza da concepção, realismo das descrições e lirismo de vários episódios, conhecimento técnico, literário, histórico e geográfico, "Os Lusíadas" é uma das obras mais importantes do Renascimento.
Luis de Camões é considerado o maior poeta português, situando se a sua obra entre o Classicismo e o Maneirismo.
Obras: "Os Lusíadas" (1572), "Rimas" (1595), "El Rei Seleuco" (1587), "Auto de Filodemo" (1587) e "Anfitriões" (1587).
Faleceu no dia 10 de Junho de 1580, em Lisboa.
Sonhei com um soneto somente.
Era apenas um soneto, um soneto só.
Um soneto tão sozinho que dava dó.
Sonhei com um soneto, indiferente.
Era apenas um soneto, soneto mudo.
Ele não pedia nada, não me falava.
Entretanto me encarava, a tal me olhava
Como se quisesse pôr-me a par de tudo.
Mas era apenas um soneto, era mais um
Era apenas mais um sonho, mais um perdido
E era apenas um olhar, olhar algum...
Noutro dia outra manhã, novos olhares
Dessa velha solidão nos calcanhares
E um soneto a me espreitar, adormecido.
Os meus sonetos são tristes, pensativos.
Eles nos falam franco, muito nos olham.
E sinceramente sei que não deploram
o simples e sucinto fato de viver comigo.
A bem da verdade meus sonetos não são meus.
São porções da minha angústia vencida.
Cada um representa uma utópica ferida
que a minha inocente ilusão acendeu.
Os meus sonetos. Eles serão teus, se os quiseres.
Não exijas muito deles, pois são calados.
Mas ouça o pouco que te dizem, como puderes.
Irão bonitos, elegantes, bem arrumados.
Seguem em manto de cetim, por embrulhados.
- Só peço um beijo agradecido... se o tiveres.
Sei um ninho
E o ninho tem um ovo
E o ovo, redondinho,
Tem lá dentro um passarinho Novo.
Mas escusam de me atentar:
Nem o tiro, nem o ensino.
Quero ser um bom menino
E guardar Este segredo comigo.
E ter depois um amigo
Que faça o pino A voar...
As páginas de um livro são como as folhas de uma árvore que voam para dentro da minha alma.